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Abstract
Este artigo interroga o conceito de Estado falido conforme apresentado pela política externa dos Estados Unidos (EUA). O argumento desenvolve três pontos principais. Primeiramente, a ideia de fracasso estatal repousa sobre a compreensão de que países fracassam por não executarem no presente o que se espera de Estados soberanos. Em segundo lugar, as reconstruções dos Estados assentam-se sobre a ideia de que, em algum momento do passado, conseguiram exercer minimamente as funções consideradas essenciais a qualquer Estado e podem ser recolocados numa trajetória de progresso. Finalmente, a ingerência externa estadunidense não derivaria apenas da percepção de uma situação atípica: a premissa de decidir sobre a exceção seria uma das facetas da afirmação da identidade de Estado soberano dos EUA.
How to cite
MENDES, C.; GOMES, A. D. T. FRACASSO ESTATAL E SOBERANIA: A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DOS ESTADOS FALIDOS NA POLÍTICA EXTERNA ESTADUNIDENSE. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, n. 101, p. 175-202, 2017. DOI: 10.1590/0102-175202/101.
Mendes, C., & Gomes, A. D. T. (2017). FRACASSO ESTATAL E SOBERANIA: A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA DOS ESTADOS FALIDOS NA POLÍTICA EXTERNA ESTADUNIDENSE. Lua Nova: Revista de Cultura e Política(101), 175-202. https://doi.org/10.1590/0102-175202/101
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journal = {Lua Nova: Revista de Cultura e Política},
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